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Você

Eu me perdendo então...
Desamparada entre seus cinzeiros cheios e nossas garrafas vazias.
Você indo embora. Eu indecisa entre beber um pouco mais ou procurar meus livros em pleno crepúsculo ou lavar taças bater sofás guardar cd’s mastigar algum verso adoçando o inevitável amargo despertar para depois deitar partir morrer dormir sonhar quem sabe. Você indo embora. Acordar na manhã seguinte com gosto de corrimão de escada na boca: mais frustração que ressaca desgosto generalizado que aspirina alguma cura. Tocaria o telefone? Não você não ligaria mais. Você indo embora. Minhas manhãs agora sem seus bom dias. Meus recados vazios de você. Na montagem intercalar. Você indo embora você indo embora. Crepitava minha cabeça cre-pi-ta-va com suas lembranças num romance inglês. Um halo luminoso. Na fogueira quem sabe dentro dela devem estar memórias manchadas de adrenalina onde tudo vinha em excesso cheio de manhãs de maio.
Ps: As virgulas foram tiradas propositalmente, fica muito mais interessante.

Desistir não, Mudar de tática!!!

Resolvi que não vou mais viver em função de achar alguém para suprir minhas carências.

Resolvi não procurar mais nos sorrisos a pseudo-solução para o vazio que tem aumentado a cada dia em mim. Por pior que seja ter que admitir  que eu preciso de alguém pra chamar de meu , resolvi não ficar tentando  achar um sorriso que encante o meu.
Eu não sei mais conviver com essa ausência em meio a muitos.
Não compreendo por que para mim ter o outro quase como uma propriedade é algo tão importante. Minto para mim mesma, finjo que não preciso de ninguém para ser feliz e acabo emudecendo meus sonhos , me acovardando da vida , dos meus pequenos delírios. Só para parecer forte diante dos outros.
Fico imaginando o dia em que um alguém vai somar-se  a minha alegria, a meus planos , a minha felicidade e transforma - lá em nossa.
Tudo em volta parece não evoluir, para que esse alguém  cruze meu caminho. Me interrogo infinitas vezes sobre o que me falta , se a sensibilidade para enxergar os sorrisos ou as oportunidades para que isso aconteça.
Mas  as interrogações serão esquecidas, as suposições postas a prova e os porquês  docemente não respondidos...
Pois resolvi não procurar mais os sorrisos e sim faze-lós me encontrar.

Eu e minha recordações de Sal...

Algumas vezes me pego imersa em lembranças que só me fazem mal. Vejo-me lembrando nós [se é que “nós” existiu]. Lembrando do seu sorriso bobo, quando falávamos algumas de nossas muitas tolices...Sentindo falta da combinação perfeita do cheiro da sua pele misturado ao perfume caro que eu tanto adorava, e que, para mim se transformava em uma droga muito potente...
            É ridículo, mais sinto falta até do gosto do cigarro de menta que você fumava combinado ao malte amargo da cerveja, com que você se embriagava na mesa do bar  vagabundo e tantas vezes freguentado., que era o começo das nossas noites de sexta, e do nosso infinito fim de semana.
            Odeio ter que admiti que você me faz falta, e ficar  lembrando nossas conversas toscas, sua observações quase sempre fora do comum,  seus gestos de desejo, suas palavras de quase carinho  e tudo mais nosso...
Lembro até dos gestos mais bobos que só você fazia e que quando os vejo em outras pessoas parecem me trazer você de volta, de algum modo. Odeio ter que ir novamente  nos lugares que lembram a nós dois, acho que só vou até lá pra reviver algo que não existe mais... Recordar situações tolas, e os beijos, que hoje vejo que talvez foram mentirosos, mais  profundos ,beijos  que nos tiravam de orbita, que nos tiravam da li, por poucos e eternos minutos.
            Admito não precisar de ti para viver, mas confessor que por algum tempo cometi a loucura de te querer. Hotar o que me era dado. Sem ir além, compreende? “Não queria pedir mais do que você tinha,   Lembro da sensação de bem estar, de paz que me invadia o sorriso toda vez que repetíamos um ao outro o nosso tantas vezes pronunciado e dissimulado eu te adoro...
            Fico tentando entender esse meu bem querer caricato, porque é totalmente sem sentido...Quem seria tão excêntrico a ponto de amar algo que não existe, algo que foi mais fantasia do que realidade, algo que foi QUASE desenhado pra não dar certo, algo que foi apagado antes de deixar marcas. Acho que só eu, na minha excentricidade trivial sou capaz de adorar o absurdo...

Ouvindo:

[Black - Pearl jam] nem sei porque ainda ouço essa musica, acho que estou virando masoquista...
Refrão de um bolero –Engenheiros [Tentando achar os significados que te faziam lembrar- me na letra dessa musica]
Vai - Ana Carolina [ Essa música coube perfeitamente ao nosso fim]